Frederico Morais vence em Haleiwa e assume liderança no QS

por Redação de Olho no Mar / 26/11/2019

Na decisão do título, Frederico Morais deixou o italiano Leonardo Fioravanti em segundo lugar, o sul-africano Matthew McGillivray em terceiro e o australiano Ethan Ewing em quarto.

O português Frederico Morais garantiu seu retorno a elite do World Surf League Championship Tour, vencendo o QS 10000 Hawaiian Pro no domingo de ondas de 4-6 pés em Haleiwa Beach, último dia do prazo para encerrar a primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana. Com a vitória, “Kikas” tirou a liderança do WSL Qualifying Series do potiguar Jadson André, ultrapassando os quatro brasileiros que encabeçavam o ranking e eram os únicos já confirmados no CT 2020.

Na decisão do título, Frederico Morais deixou o italiano Leonardo Fioravanti em segundo lugar, o sul-africano Matthew McGillivray em terceiro e o australiano Ethan Ewing em quarto. Nesta segunda-feira, já começa o QS 10000 de Sunset Beach, que fecha a lista dos dez classificados para completar o grupo dos top-34 que vai disputar o título mundial no ano que vem.

Frederico Morais (Foto: Keoki Saguibo / WSL via Getty Images)

O último dia do Hawaiian Pro, vinha sendo adiado desde sexta-feira e o evento precisava terminar no domingo. O dia até começou com boas ondas, mas as condições foram ficando mais difíceis e não eram as melhores na bateria decisiva. O português foi preciso na escolha das ondas, para conquistar o título nas duas únicas que surfou. As notas 6,77 e 6,00 que conseguiu, foram suficientes para superar o italiano Leonardo Fioravanti por 12,77 a 11,50 pontos. O sul-africano Matthew McGillivray ficou em terceiro com 10,33 das suas duas primeiras ondas, contra 9,67 do australiano Ethan Ewing.

FIM DA HEGEMONIA – A vitória de Frederico Morais pôs fim a hegemonia do Brasil nas etapas com status máximo de 10.000 pontos esse ano. O paulista Deivid Silva ganhou a primeira em Ballito, na África do Sul. O catarinense Yago Dora foi o campeão do tradicional US Open of Surfing em Huntington Beach, na Califórnia. E os irmãos Pupo venceram os dois QS 10000 da Europa, com Miguel confirmando seu retorno ao CT no Galicia Classic da Espanha e o Samuel conseguindo sua primeira vitória na carreira no Billabong Pro Ericeira de Portugal.

Matthew McGillivray (Foto: Tony Heff / WSL via Getty Images)

O novo sexto colocado é o sul-africano Matthew McGillivray, que praticamente garantiu sua entrada na elite com o terceiro lugar na final do Hawaiian Pro. Ele chegou no Havaí fora do G-10 do QS e já tirou a vaga do jovem Samuel Pupo quando passou para as semifinais, eliminando os dois brasileiros que chegaram no último dia, o pernambucano Luel Felipe e o catarinense Alejo Muniz. Depois, barrou dois favoritos do CT, Kelly Slater e Michel Bourez, na semifinal vencida pelo português. Além do sul-africano, o outro único que entrou no G-10 em Haleiwa foi o havaiano Barron Mamiya, no lugar do australiano Matt Banting.

ÚLTIMAS VAGAS – O Brasil ainda tem Deivid Silva no G-10, que subiu da décima para a oitava posição no ranking. Ele está entre os 22 primeiros do CT que são mantidos na elite para o ano que vem, mas em uma delicada 21.a posição. Então, pode precisar da vaga do QS, que no momento está descartando para o 11.o colocado, Jorgann Couzinet. O francês tem 17.310 pontos e Samuel Pupo caiu para o 12.o lugar com 17.140. A diferença segue bem pequena para os australianos Jack Freestone em 13.o com 16.800 e Matt Banting em 14.o com 16.750 pontos.

Luel Felipe (Foto: Keoki Saguibo / WSL via Getty Images)

Depois de Samuel Pupo, Luel Felipe é a próxima chance de classificação brasileira nesta batalha pelas quatro últimas vagas para o CT 2020, na 23.a posição com 12.930 pontos. O pernambucano botou pra baixo nas morras de Haleiwa e até ganhou uma bateria do ídolo Kelly Slater. No domingo, Luel ficou em terceiro lugar contra o taitiano Michel Bourez e o sul-africano Matthew McGillivray, na mesma bateria das quartas de final em que Alejo Muniz terminou em último. O catarinense também surfou bem durante o evento, mostrando estar recuperado da contusão que o afastou das competições por quase toda a temporada.

Somente agora em Haleiwa, Alejo completou os cinco resultados que são computados no ranking do WSL Qualifying Series e o 13.o lugar no Hawaiian Pro, o levou da 118.a para a 57.a colocação no ranking. Também ganharam posições na primeira joia da Tríplice Coroa Havaiana, o pernambucano Ian Gouveia, que subiu para o 29.o lugar, o peruano Alonso Correa, que foi de 49.o para 44.o e o catarinense Tomas Hermes, de 54.o para 48.o. Jessé Mendes, que tenta manter sua permanência no CT pelo QS, acabou caindo do 27.o para o 32.o lugar. Estes, mais o Samuel e o Luel, são os que chegam em Sunset Beach mais próximos da briga pelas últimas vagas para a divisão principal da World Surf League.

Alejo Muniz (Foto: Keoki Saguibo / WSL via Getty Images)

Mais informações, notícias, fotos, vídeos e todos os resultados do QS 10000 Hawaiian Pro, podem ser acessadas na página do evento no www.worldsurfleague.com

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João Carvalho – WSL Latin America Media Manager – jcarvalho@worldsurfleague.com