Equipe Brasileira de Vela disputa primeiro evento-teste para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

por Redação de Olho no Mar / 11/09/2018

Os velejadores Jorge Zarif (classe Finn), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX) representarão o país no campeonato, que é válido também como primeira etapa da temporada 2018/2019 da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela).


(Foto: divulgação/CBVela)
A Equipe Brasileira de Vela estreia nesta terça-feira, dia 11, no primeiro evento-teste para Tóquio 2020, a mais importante competição de 2018 no caminho rumo aos Jogos Olímpicos. Os velejadores Jorge Zarif (classe Finn), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX) representarão o país no campeonato, que é válido também como primeira etapa da temporada 2018/2019 da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela). As regatas serão na raia de Enoshima e, por causa do fuso em relação ao Japão, serão disputadas na madrugada de segunda para terça-feira no horário de Brasília, a partir de 23h.

“A expectativa é boa. A gente chegou com antecedência para conhecer o lugar e ir se adaptando ao fuso, à temperatura, à cultura japonesa. Esse evento serve para testar o hotel, a estrutura, e também conhecer as condições de Enoshima, que é um local quente e úmido nessa época. Tudo para a gente chegar bem preparado a Tóquio 2020”, afirma Kahena Kunze, campeã olímpica da 49erFX ao lado de Martine Grael.

O evento-teste será a primeira grande oportunidade para os velejadores terem contato com as condições da raia olímpica. Na vela, esse conhecimento prévio do local de competição é fundamental. Por isso, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) estão aproveitando para testar a estrutura e obter o máximo de informações sobre as correntes marítimas, ondulações e os ventos de Enoshima, uma região com incidência frequente de tufões na costa.

“O objetivo é a gente ter o primeiro contato com a raia, de condições variadas. Pode ter de vento fraco a onda e muito vento. Inclusive com passagem de algum furacão, o que não é incomum no Japão. É importante ter conhecimento das condições, testar nossas instalações e ver se funciona”, afirma Torben Grael, coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela.

A CBVela já definiu, em conjunto com o COB, um local próprio e seguro para a guarda dos equipamentos dos velejadores brasileiros em Enoshima. Neste ano, foram transportados barcos de apoio e embarcações de competição que permanecerão no Japão para o ano que vem, de forma a otimizar o uso dos recursos, uma vez que a partir de 2019 os Campeonatos Mundiais de várias classes serão na Ásia.

Fonte Revista Mariner / Divulgação: De Olho No Mar