Equador volta ao Circuito Mundial após 15 anos com duas etapas do WSL Qualifying Series em junho

por Redação de Olho no Mar / 08/06/2021

Os dois eventos têm status QS 1000 e valem 1.000 pontos nos rankings regionais masculino e feminino da WSL Latin America, que indicarão os surfistas da América do Sul para disputar as etapas do Challenger Series no segundo semestre, classificatórias para a elite do World Surf League Championship Tour de 2022.

O Equador volta ao calendário do Circuito Mundial de Surfe Profissional depois de 15 anos, promovendo duas etapas seguidas do World Surf League Qualifying Series, para homens e mulheres competirem neste mês de junho. A primeira será o “Corona Montañita Open apresentado pela Hyundai New Tucson 2022 e Prefeitura de Santa Elena” nos dias 16 a 20 em Montañita. A outra é o “Corona Salinas Open apresentado pela Hyundai New Tucson 2022 e Prefeitura de Santa Elena” nos dias 23 a 27 em Salinas, que foi palco da única etapa da World Surf League realizada no Equador em 2005.

Montañita vai sediar a primeira das duas etapas do Equador (Crédito: Israel Barona)

Os dois eventos têm status QS 1000 e valem 1.000 pontos nos rankings regionais masculino e feminino da WSL Latin America, que indicarão os surfistas da América do Sul para disputar as etapas do Challenger Series no segundo semestre, classificatórias para a elite do World Surf League Championship Tour de 2022. Competidores de treze países já confirmaram suas inscrições nas duas categorias, incluindo o Equador. Entre os estrangeiros, têm surfistas do Brasil, Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Colômbia, Costa Rica, Porto Rico, Panamá e até dos Estados Unidos, Havaí e Portugal.

Na lista dos surfistas que irão participar do “Corona Montañita Open” e do “Corona Salinas Open”, estão os atuais campeões sul-americanos da WSL Latin America, o brasileiro João Chianca e a peruana Daniella Rosas, bem como os da categoria Pro Junior Sub-18, o peruano Raul Rios e a brasileira Tainá Hinckel. O campeão do ranking regional da WSL North America em 2018, o peruano Lucca Mesinas, também está confirmado, assim como o principal nome do surfe equatoriano, a campeã sul-americana de 2011 e 2018, Dominic Barona, que mora em Montañita.

Dominic Barona vai competir em casa em Montañita (Crédito: Leon Febres Cordero)

“Minha expectativa para esses eventos é a melhor possível e espero que todas as meninas venham para cá também, com a mesma mentalidade de ganhar”, disse Dominic Barona“Eu me sinto superbem, estou treinando bastante, não só a parte física, como a técnica também, nessa pré-temporada que não tinha há muitos anos. Espero dar o meu melhor nestes campeonatos aqui no Equador e não há nada mais lindo do que poder competir perto de casa. Na verdade, ter eventos dessa magnitude e importância em nosso país, é um sonho de muitos anos que será realizado, então quero aproveitar a chance para vencer em casa”.

Este retorno da principal competição de surfe no mundo conta com total apoio do Governo Federal do Equador e três ministérios estarão envolvidos institucionalmente em toda a programação, o do Turismo, o do Esporte e o da Saúde, que estabeleceu os protocolos de proteção ao Covid-19 a serem seguidos por todos. A expectativa é de que os eventos aconteçam com total segurança para os atletas, comissão técnica e staff local. Para isso, será limitada a presença de público nas praias de Montañita e de Salinas, ambas localizadas na Província de Santa Elena, cerca de 2 horas ao sul do aeroporto de Guayaquil.

“Esses eventos serão uma plataforma extraordinária para a reativação econômica e turística da faixa litorânea da região de Santa Elena, afetada pelo confinamento e as restrições causadas pela pandemia”, disse o organizador dos dois eventos, Xavier Aguirre“Montañita e Salinas são dois balneários que dependem principalmente do turismo para a sua subsistência. O surfe tem sido o principal motor de desenvolvimento dessas comunidades, rodeadas por praias espetaculares com ondas de nível internacional. Trazer eventos da WSL para o Equador é um grande passo para o desenvolvimento do surfe nacional, elevando o nível competitivo dos nossos atletas, visando prepara-los para os eventos profissionais mais importantes e para as competições do ciclo olímpico também”.

Adrian Dapelo voando nas esquerdas da Playa de la FAE em Salinas (Crédito: Christian de Bruin)

MONTAÑITA – O palco do “Corona Montañita Open apresentado pela Hyundai New Tucson 2022 e Prefeitura de Santa Elena” é um pointbreak de direitas que quebra perfeito com swell de Norte ou Sul durante quase o ano todo, principalmente entre os meses de março e agosto. Montañita é conhecida como uma das melhores ondas do Pacífico Sul, sendo um dos picos preferidos por surfistas de vários países da América Latina. Em 2013, essa praia sediou o Mundial da ISA (International Surfing Association), que contou com a participação de alguns campeões mundiais da World Surf League, como a heptacampeã Layne Beachley e Sunny Garcia.

SALINAS – A Playa de la FAE, que vai sediar o “Corona Salinas Open apresentado pela Hyundai New Tucson 2022 e Prefeitura de Santa Elena”, é apontada como uma das ondas mais consistentes do Equador. Localizada dentro de uma base militar, é formada por uma baía com várias opções para surfar esquerdas e direitas em fundos de pedra e de areia. Salinas já recebeu o Mundial da ISA três vezes, em 2004, 2009 e 2014. É, também, onde foi disputada a única etapa da World Surf League em 2005. O evento do Qualifying Series com nível 2 estrelas rolou na praia Punta Carnero, onde o brasileiro Heitor Alves conquistou o título derrotando três norte-americanos na grande final, Andrew Gahan (2.o lugar), Travis Mellen (3.o) e Mike Losness (4.o).

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João Carvalho – jcarvalho@worldsurfleague.com

WSL Latin America Media Manager

Felipe Marcondes – fmarcondes@worldsurfleague.com

WSL Latin America Senior Manager, Content & Marketing