Início do Rip Curl Narraben Classic apresentado pela Corona é adiado na Austrália

por Redação de Olho no Mar / 16/04/2021

O prazo da terceira etapa do World Surf League Championship Tour 2021 vai até 26 de abril na Austrália.

A sexta-feira amanheceu com ondas muito pequenas e o início do Rip Curl Narrabeen Classic apresentado pela Corona em Sidney, foi adiado no primeiro dia. O prazo da terceira etapa do World Surf League Championship Tour 2021 vai até 26 de abril na Austrália. Os 11 titulares do time masculino e a única surfista da “seleção brasileira”, estão prontos para estrear em North Narrabeen, que não sedia uma etapa do CT desde 1997. A próxima chamada para as duas categorias foi anunciada para as 6h45 do sábado na Austrália, 17h45 da sexta-feira no fuso horário de Brasília. O evento será transmitido ao vivo pelo site e aplicativo da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil.

Cerimônia de abertura do Rip Curl Narrabeen Classic (Crédito: Cait Miers / WSL via Getty Images)

“É ótimo estar de volta a Narrabeen, mas as ondas estão muito pequenas e não faremos nenhuma competição hoje (sexta-feira)”, disse Jessi Miley-Dyer, vice-presidente de circuitos da World Surf League e diretora de prova do Rip Curl Narrabeen Classic. “As previsões das ondas estão muito boas para os próximos dias, então estamos confiantes de que o campeonato começará neste fim de semana aqui nesta icônica praia de North Narrabeen”.

Se a comissão técnica da World Surf League escolher a categoria feminina para abrir o Rip Curl Narrabeen Classic, o Brasil só vai estrear em Sidney na sexta bateria do dia, que fecha a primeira fase. Nela, a gaúcha Tatiana Weston-Webb enfrenta a norte-americana Courtney Conlogue e a australiana Bronte Macaulay na disputa pelas duas últimas vagas diretas para as oitavas de final. Mas, a terceira colocada tem outra chance de avançar na repescagem.

Caso a segunda etapa da “perna australiana” do World Surf League Championship Tour 2021 comece pelos homens, o primeiro titular da seleção brasileira a estrear nas ondas de North Narrabeen será Yago Dora, contra o japonês Kanoa Igarashi e o australiano Connor O´Leary. Na segunda bateria, Alex Ribeiro enfrenta o bicampeão mundial John John Florence e o português Frederico Morais. E na terceira, tem a primeira participação dupla, com Filipe Toledo e Adriano de Souza contra o australiano Mikey Wright.

Yago Dora em Newcastle (Foto: Matt Dunbar / World Surf League via Getty Images)

A rodada inicial masculina também é classificatória, com os dois primeiros colocados de cada uma das doze baterias, passando direto para a terceira fase e os últimos tendo outra chance na repescagem. Depois destas três primeiras, será a vez dos dois craques da seleção brasileira fazerem suas primeiras apresentações no Rip Curl Narrabeen Classic apresentado pela Corona.

LÍDERES DO RANKING 2021 – O bicampeão mundial e vice-líder no ranking 2021 da World Surf League, Gabriel Medina, entra na quinta bateria com o potiguar Jadson André e o australiano Dylan Moffat. Na seguinte, está o defensor do título mundial, Italo Ferreira, voltando a competir com a lycra amarela de número 1 do mundo, que foi vestida por John John Florence na etapa passada, encerrada no sábado em Newcastle.

Italo vai enfrentar duas gerações do surfe australiano, Morgan Cibilic e Mick FanningCibilic foi a grande surpresa do Rip Curl Newcastle Cup, barrando o havaiano que liderava o ranking e só parando na semifinal contra MedinaFanning é um dos convidados desta etapa e encerrou sua carreira em 2018, se despedindo com derrota na final do Rip Curl Pro Bells Beach para o mesmo Italo Ferreira, que festejou sua primeira vitória em etapas do CT nessa bateria.

Italo Ferreira festejando sua primeira vitória no CT (Foto: Kelly Cestari / WSL via Getty Images)

FANNING X BRASILEIROS – O último tricampeão mundial da história, já vinha sofrendo com essa talentosa geração de surfistas brasileiros, que hoje são maioria na elite dos top-34 do CT com onze atletas. O Brasil foi o primeiro país a superar a Austrália desde a divisão do Circuito Mundial em 1992. Fanning ganhou seu terceiro título em 2013 e teve que amargar o vice-campeonato nos dois anos seguintes, quando o Brasil entrou na galeria dos campeões mundiais com Gabriel Medina em 2014 e Adriano de Souza em 2015.

O título do Mineirinho foi confirmado quando Medina derrotou Fanning na primeira semifinal do Billabong Pipe Masters e se tornou o primeiro brasileiro a vencer a Tríplice Coroa Havaiana com a passagem para a primeira final verde-amarela em Pipeline, no Havaí. Os dois foram os brasileiros que mais enfrentaram Mick Fanning em etapas do CT. Medina superou o australiano em nove das quatorze baterias disputadas, mas contra Mineirinho o tricampeão mundial está na frente com nove vitórias em doze confrontos.

O último australiano a conseguir um título mundial também tem vantagem em finais contra os brasileiros. Ele venceu as três primeiras, em 2013 contra Gabriel Medina no Quiksilver Pro France e as duas que disputou com Adriano de Souza, no ano que o capitão da seleção brasileira ganhou o título mundial, no Rip Curl Pro Bells Beach na Austrália e no Hurley Pro at Trestles na Califórnia (EUA). A única decisão de etapa que Fanning perdeu foi para Italo Ferreira em 2018, na bateria que fechou a sua brilhante carreira no Circuito Mundial.

Mick Fanning na última bateria da carreira na WSL (Foto: Ed Sloane / WSL via Getty Images)

OUTROS BRASILEIROS – Os dois estavam com uma vitória cada e Italo desempatou o placar nessa final, festejando seu primeiro título em etapas do CT. Somente ele e Medina tem vantagem sobre Mick Fanning, que ganhou mais baterias de quase todos os outros titulares da seleção brasileira que está em Narrabeen. A exceção é Yago Dora, cujo placar está empatado em 1 a 1, mas supera Adriano de Souza por 9 a 3, Jadson André por 7 a 1, Filipe Toledo por 5 a 2, Miguel Pupo por 2 a 1 e Caio Ibelli por 2 a 0. Já Deivid SilvaPeterson Crisanto e Alex Ribeiro, nunca competiram com ele no CT.

Peterson Crisanto entra no mar logo após a bateria do Italo com Fanning e Cibilic, para enfrentar Jeremy Flores (FRA) e Ethan Ewing (AUS). Os outros três titulares da seleção brasileira foram escalados para fechar a primeira fase em Narrabeen. Miguel Pupo está na décima bateria com Julian Wilson (AUS) e Conner Coffin (EUA), Deivid Silva na 11.a com Jack Freestone (AUS) e Wade Carmichael (AUS) e Caio Ibelli disputa as duas últimas vagas diretas para a terceira fase com Griffin Colapinto (EUA) e Jack Robinson (AUS).

PERNA AUSTRALIANA – As quatro etapas da nova “perna australiana” são apresentadas pela Corona. O Rip Curl Newcastle Cup terminou no sábado com Italo Ferreira ganhando a briga pela liderança do ranking na final com Gabriel Medina. A segunda é o Rip Curl Narrabeen Classic, que começou nesta sexta-feira com prazo até 26 de abril para ser encerrado em Sidney, também em New South Wales. As outras serão na região de West Australia, o Boost Mobile Margaret River Pro de 02 a 12 de maio em Margaret River e o Rip Curl Rottnest Search de 16 a 26 de maio em Rottnest Island.

PRIMEIRA FASE CLASSIFICATÓRIA DO RIP CURL NARRABEEN CLASSIC

CATEGORIA MASCULINA – 1.o e 2.o=Terceira Fase / 3.o=Repescagem:
1.a: Kanoa Igarashi (JPN), Yago Dora (BRA), Connor O´Leary (AUS)
2.a: John John Florence (HAV), Frederico Morais (PRT), Alex Ribeiro (BRA)
3.a: Filipe Toledo (BRA), Adriano de Souza (BRA), Mikey Wright (AUS)
4.a: Jordy Smith (AFR), Adrian Buchan (AUS), Reef Heazlewood (AUS)
5.a: Gabriel Medina (BRA), Jadson André (BRA), Dylan Moffat (AUS)
6.a: Italo Ferreira (BRA), Morgan Cibilic (AUS), Mick Fanning (AUS)
7.a: Jeremy Flores (FRA), Peterson Crisanto (BRA), Ethan Ewing (AUS)
8.a: Ryan Callinan (AUS), Michel Bourez (TAH), Leonardo Fioravanti (ITA)
9.a: Owen Wright (AUS), Seth Moniz (HAV), Matthew McGillivray (AFR)
10.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Miguel Pupo (BRA)
11.a: Jack Freestone (AUS), Wade Carmichael (AUS), Deivid Silva (BRA)
12.a: Griffin Colapinto (EUA), Caio Ibelli (BRA), Jack Robinson (AUS)

CATEGORIA FEMININA – 1.a e 2.a=Oitavas de Final / 3.a=Segunda Fase:
1.a: Stephanie Gilmore (AUS), Malia Manuel (HAV), Brisa Hennessy (CRI)
2.a: Caroline Marks (EUA), Tyler Wright (AUS), Macy Callaghan (AUS)
3.a: Carissa Moore (HAV), Nikki Van Dijk (AUS), Laura Enever (AUS)
4.a: Sally Fitzgibbons (AUS), Johanne Defay (FRA), Sage Erickson (EUA)
5.a: Lakey Peterson (EUA), Isabella Nichols (AUS), Keely Andrew (AUS)
6.a: Tatiana Weston-Webb (BRA), Courtney Conlogue (EUA), Bronte Macaulay (AUS)

TOP-10 DO RANKING 2021 DA WORLD SURF LEAGUE – após 2 etapas:
1.o- Italo Ferreira (BRA)
 – 16.085 pontos
2.o- Gabriel Medina (BRA) – 15.600
3.o- John John Florence (HAV) – 11.330
4.o- Jordy Smith (AFR) – 8.065
4.o- Kanoa Igarashi (JPN) – 8.065
4.o- Ryan Callinan (AUS) – 8.065
7.o- Filipe Toledo (BRA) – 7.415
7.o- Morgan Cibilic (AUS) – 7.415
9.o- Kelly Slater (EUA) – 6.350
10.o- Jeremy Flores (FRA) – 6.075
10.o- Deivid Silva (BRA) – 6.075
10.o- Leonardo Fioravanti (ITA) – 6.075
———–outros brasileiros:
13.o- Adriano de Souza (BRA) – 5.010
15.o- Caio Ibelli (BRA) – 4.650
15.o- Peterson Crisanto (BRA) – 4.650
15.o- Yago Dora (BRA) – 4.650
15.o- Miguel Pupo (BRA) – 4.650
25.o- Jadson André (BRA) – 3.585
32.o- Alex Ribeiro (BRA) – 1.595

TOP-10 DO RANKING FEMININO DA WORLD SURF LEAGUE:
1.a- Carissa Moore (HAV) – 17.800 pontos
2.a- Tyler Wright (AUS) – 12.610
3.a: Isabella Nichols (AUS) – 10.410
4.a- Stephanie Gilmore (AUS) – 9.490
5.a- Caroline Marks (EUA) – 8.695
5.a- Sally Fitzgibbons (AUS) – 8.695
5.a- Tatiana Weston-Webb (BRA) – 8.695
8.a- Lakey Peterson (EUA) – 7.355
8.a- Courtney Conlogue (EUA) – 7.355
8.a- Johanne Defay (FRA) – 7.355

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João Carvalho – jcarvalho@worldsurfleague.com

WSL Latin America Media Manager

Felipe Marcondes – fmarcondes@worldsurfleague.com

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